Em abril de 2008 nós do programa MVP teremos uma reunião (“MVP Summit”), no qual irão muitos brasileiros. Várias pessoas me pediram dicas de viajem e resolvi postá-las aqui.
As dicas são para Seattle, mas muitas delas valem para os Estados Unidos em geral.
Voando
Procure comprar qualquer trecho doméstico em conjunto com o bilhete internacional. Além de mais barato, você tem a franquia de bagagem “Brasileira” ao invés da “Americana” que diminui a cada dia (veja abaixo). Pesquise alternativas, os preços podem variar bastante de uma companhia aérea para outra. Considere voar de Lan Chile via Lima e Copa Airlines via Panamá. Os dias de fim-de-semana (sexta à domingo) são mais procurados e mais caros.
Caso a viajem seja com milhas reserve com antecedência de muitos meses e seja flexível quanto a datas. Não pense que o itinerário que você deseja estará automaticamente disponível.
Não conte com refeição à bordo nos vôos domésticos, mesmo em vôos transcontinentais. Leve um “farnel”, é cada vez mais comum. As lanchonetes do aeroporto vendem comida “para viajem”.
Ao cruzar o país de Leste para Oeste, o fuso horário está ao seu favor e você chega umas duas ou três horas “depois” de sair, ou seja, não atrapalha o seu dia. Já cruzando de Oeste para Leste é diferente: a maioria dos vôos saem até as 14:00, você chega no final da tarde ou noite e perde o dia inteiro na viajem, incluindo chegar no aeroporto com antecedência. Uma alternativa é pegar o “red-eye” (porque você chega com o olho vermelho). Os red-eyes saem tipicamente às 22:00 e chegam na costa leste de manhã bem cedo (5-6 da manhã). É um jeito de economizar uma noite de hotel e ter dois dias para passear. A alternativa sem o red-eye é o contrário: você gasta uma noite a mais de hotel e perde um dia de viagem.
Aproveitando: os red-eye Oeste-Leste são o único tipo de vôo noturno domésticos existentes nos EUA. Mesmo os grandes aeroportos praticamente fecham depois das 21:00 e só terão movimento de novo lá pelas 5:00 do dia seguinte.
Um red-eye para a costa Leste pode ser uma boa oportunidade para conhecer a cidade da escala do vôos. Você chega na cidade de conexão de manhã cedo e tem o dia inteiro disponível. A sua bagagem despachada fica com a companhia aérea e você tem que carregar apenas a mala de mão. Dá para fazer algo parecido na ida, mas o vôo para a Costa oeste sairá mais cedo, lá pelas 18:00 e você não economiza o hotel. A seguir algumas sugestões de passeio nos hubs das companhias aéreas:
- United via Chicago: o metrô (“CTA”) vai até o aeroporto e o taxi não é muito caro. Você pode conhecer a “Magnificent Mile” (Michigan Avenue), o edifício Sears - o mais alto dos EUA e o Field Museum, inspirado (e mal executado) no Deutches Museum de Munique.
- United via Washington: Alugue um carro: o aeroporto é longe e o transporte coletivo é uma piada. A cidade é um espetáculo. Tem os monumentos de praxe e muitos museus. O Air and Space Museum é o mais visitado do mundo. Ele tem agora uma filial do outro lado do aeroporto.
- Delta, American ou TAM via Nova Iorque (JFK): Pegue um taxi ou van para Manhattan.
- Delta via Atlanta: o moderno metrô serve o aeroporto e o centro da cidade. Veja o Centennial Park, a CNN, a sede da Coca Cola e “Atlanta Underground”.
- Continental via Nova York (Newark). Pegue o trem até Penn Station em Manhattan. Tome cuidado com o horário do trem de volta. Só dá para saber a plataforma com alguns minutos de antecedência nos monitores. A sinalização é uma porcaria, não tem ninguém para dar informação, nem as outras pessoas te darão bola.
- Continental via Houston: alugue um carro, visite a NASA e faça compras de eletrônicos na Fry’s.
- American via Dallas: alugue um carro e faça compras de eletrônicos na Frys. A única atração turística que eles mostram com pitoresco orgulho é o local do assassinato do Presidente Kennedy.
- American ou TAM vai Miami: alugue um carro e compre muamba no centro de Miami ou em algum Shopping. Visite os prédios Art-Deco de Miami Beach.
Passeios em Seattle
Fábrica da Boeing: SUGIRO RESERVAR COM ANTECEDÊNCIA por telefone, do Brasil mesmo http://www.boeing.com/companyoffices/aboutus/tours/gw.html.
Museum of Flight: um dos melhores museus de aviação do mundo: http://www.museumofflight.org/.
Seattle Center: Local da “Exposição Mundial de 1962”, inclui construções da época como o Space Needle (cartão postal da cidade) e o Monorail, com adições modernas como o Science Museum, IMAX theater, Experience Music Project e o Science Fiction Museum. Os dois últimos foram criados por Paul Allen, fundador da Microsoft e dono de boa parte dos acervos. http://www.seattlecenter.com/, http://www.emplive.org/, http://www.sfhomeworld.org/.
Submarino russo: Diesel-elétrico, da década de 70. Você pode entrar nele e observar a péssima qualidade de construção. http://www.russiancobra.com/.
Mt. Ranier: umas 2/3 horas de viajem, paisagem de floresta temperada com neve. http://www.nps.gov/mora/.
Six Flags Enchanted Village: Parque temático. Não é nenhum “Six Flags Magic Mountain”, mas tem quem goste. http://www.sixflags.com/parks/enchantedvillage/. O parque aquático só abre no verão. O Hopi Hari em Valinhos (São Paulo) é mais barato e talvez melhor. Veja reviews que incluem o parque aquático em http://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g58471-d143952-Reviews-Enchanted_Village_and_Wild_Waves-Federal_Way_Washington.html.
Existem alguns “passes” que dão desconto em atrações e valem a pena se você for passear bastante. Veja em http://www.goseattlecard.com/ e http://www.citypass.com/city/seattle.html?id=WFSWLSEF (são coisas diferentes).
Hospedagem
Os preços variam muito, é interessante cotar em sites como Expedia, Orbitz, Travelocity, Hotels.com. Sugiro o seguinte: veja o preço em um desses sites E RESERVE NO SITE DO PRÓPRIO HOTEL. As vantagens do site do hotel são: o preço é o mesmo, mas não pedem pagamento prévio (só um cartão de crédito para caso de “no-show”), é fácil remarcar, desmarcar, sair mais cedo se não gostar, te colocam em quartos melhores etc. Quando você compra nos outros sites, eles recebem uma miséria e te tratam como a um mendigo. Você vira “refém”, pois eles sabem que você não conseguirá cancelar sem muito trabalho e despesa.
Caso você vá alugar um carro, vale mais a pena pegar um hotel LONGE DO CENTRO. Comparado a um hotel no centro mesmo preço (ao redor de US$100 por noite), será mais novo, mais limpo, o quarto será muito maior, o pessoal será mais simpático, os outros hóspedes não terão cara de bandido, o pessoal da recepção falará Inglês, não vão cobrar estacionamento e você estaciona perto do hotel. As chances de achar “free continental breakfast”, “free local calls” e “free WiFi” aumentam enormemente.
Caso você vá comprar coisas para comer em supermercado, peça uma geladeira ao hotel. Frigobar no quarto NÃO é usual nos EUA, como no Brasil, mas os hotéis geralmente têm algumas geladeirinhas para emprestar se você pedir, da mesma maneira que eles têm berços e camas extras. Peça com antecedência e ligue para o hotel uns dias antes para confirmar. Usualmente não custa nada.
Compras em Seattle
Fry’s (Renton): Informática (inclusive peças como motherboard, CPU e memória), eletrônicos, brinquedos, som, vídeo, etc. Imperdível. Quando entrar, vire à direita e leia os jornais com ofertas pregados na parede. Eles adoram “errar” no preço (sempre para cima); fique esperto. Uma especialidade é colocar itens mais caros em prateleiras etiquetadas com coisas similares mais baratas; DVD virgem em final de corredor é infalível. Outra coisa: muitas vezes o preço real é menor do que o da etiqueta, mas eles “esquecem” de remarcar e o caixa passa o preço maior. Eu costumo anotar a caneta para conferir no caixa – oralmente, item por item, já que não existe indicador de preço do lado do cliente (é claro).
COMPUSA: Fecharam!
Office Depot (ao lado da ToysRUs em Bellevue): Artigos de escritório; alguma coisa de informática (costuma ter impressoras baratas, pergunte sobre promoções).
ToysRUs (ao lado da Office Depot em Bellevue): Brinquedos e roupas de criança. Grande variedade, preços normais para o padrão Americano.
Best Buy (Bellevue, do outro lado da estrada em relação ao centro): Eletrônicos.
Circuity City (Bellevue em direção à Microsoft): Eletrônicos.
Wal-Mart (Renton, não muito longe da Frys): Diversos (grande supermercado, tipo Carrefour).
Sam’s Club (Renton, não muito longe da Fry’s): Diversos, em geral a bons preços, grande quantidade e pouca variedade. Só pode comprar com cartão deles, mas o Brasileiro vale. Caso o seu cartão seja do modelo antigo, peça para digitar o código de país do Brasil, que é 105.
Muitos preços são anunciados incluindo um desconto a título de “mail-in-rebate”. Esqueça este desconto quando fizer a conta do preço das coisas. É um trambique no qual os fabricantes em conluio com as lojas forçam os clientes a seguir uma verdadeira corrida de obstáculos de forma a receber uma parte do dinheiro de volta. No Brasil daria cadeia.
Sobre devoluções
Não existe “código de defesa do consumidor” nos EUA. Cada loja tem a sua política e ninguém é obrigado a aceitar nada de volta. Observe avisos de “All Sales are final”. Por exemplo, a Fry’s não aceita componentes eletrônicos como memória e CPU de volta. Ninguém aceita devolução de software, CDs e DVDs abertos.
Apesar disso, as grandes lojas têm política de devolução. “Store Credit” (troca por outra coisa) é o padrão, mas eles costumam também devolver o pagamento, mas na mesma moeda que receberam: dinheiro em dinheiro, cheque em cheque etc. Isto tem algumas conseqüências dignas de nota: 1) Traveler’s Checks: algumas lojas os consideram “dinheiro”, mas outras os consideram ”cheque”, especialmente se estiverem com pouco dinheiro em caixa. “Cheque” significa um cheque em dólares enviado para o seu endereço, um mico. 2)Cartão de crédito: eles creditam o valor no seu cartão. Isto pode ser neutro ou ruim. Pode ser que os lançamentos sejam compensados na mesma fatura e você não perca nada. Pode ser que você tenha que pagar a despesa pelo câmbio de venda mais 2% de IOF e receber o crédito no mês seguinte pelo câmbio de compra. Você leva um fumo de 10-15% do valor da compra nessa brincadeira. O AMEX faz isso sempre, mesmo no próprio mês. Veja exemplo na minha galeria de imagens no blog.
Em resumo: Se você for comprar alguma coisa que acha que pode ter que devolver, pague em dinheiro.
Compras pela Internet
Não é tão fácil como parece, pois nós Brasileiros temos dois grandes problemas:
1. A maioria dos comerciantes não aceita cartão de crédito estrangeiro e/ou entrega fora do domicílio do cartão. A exceção notável é a Amazon, que faz ambos. Algumas lojas aceitem o pedido – e não fazem nada. É até possível mandar um “wire transfer” pessoalmente naquelas lojas que anunciam “Pay Day Loans” ou “Checks Cashed”, mas é bem complicado e eu não recomendo. Outra maneira é abrir uma conta no PayPal, mas você deve fazer isso com antecedência de dois meses para dar tempo de "verificar" o seu endereço. Não é todo mundo que aceita PayPal e você tem que "depositar" o dinheiro com antecedência. O PayPal não é um banco e não está sujeito a nenhum órgão regulador; existem relatos de pessoas que foram simplesmente roubadas por eles.
2. O prazo de entrega é impreciso; mesmo “overnight” pode significar na prática vários dias. Como vamos ficar poucos dias no hotel isso é complicado. Ter algum endereço em Seattle para entregar é o ideal: você compra com bastante antecedência e paga frete barato. Se você for pedir entrega no hotel, faça duas coisas: 1)Peça para o comerciante colocar “Guest” antes do seu nome e 2)Fale de manhã, tarde e noite com o pessoal da recepção do hotel; isto diminui a chance de eles devolverem o pacote para a transportadora ou o guardarem para si.
Alguns hotéis cobram taxas de até US$5 por pacote para receber encomendas. Verifique a política do hotel e tome cuidado com muitas encomendas picadas. Às vezes os vendedores enviam várias encomendas, mesmo que você tenha pedido para juntar em um pacote só e isso é praticamente impossível de evitar.
Preste atenção ao preço do frete: é comum a loja anunciar um preço “baixo” e cobrar uma fortuna como “Shipping & Handling”. Outra estratégia é enviar cupons de “rebate”. A Tiger Direct, por exemplo, usa ambos os truques e chega às vezes ao cúmulo de oferecer mercadorias “gratuitas”.
Carro
A carteira de motorista Brasileira é aceita normalmente, ao contrário da “Carteira Internacional” que não é reconhecida.
Faça reserva antes (sites tipo Expedia e/ou site da locadora). Não custa nada e não tem nem que dar número de cartão de crédito. NÃO APAREÇA NO AEROPORTO SEM RESERVA, pois vão te depenar. Na pior das hipóteses, ligue do próprio aeroporto para a central de reservas da locadora que é melhor. Se você for chegar na sexta-feira, usualmente depois do meio-dia você pega “tarifa de fim-de-semana” que é mais barata. Verifique.
Caso você vá usar o carro apenas nos dias anteriores ao Summit, alugue de alguém que tenha escritório no centro (Avis, Hertz, Alamo, Enterprise etc) e devolva o carro no centro. Não custa mais e você evita o tempo e a despesa de ter que ir devolver no aeroporto. Verifique antes no site da locadora e tenha certeza de colocar no contrato no momento da locação.
Verifique se o seu cartão de crédito Brasileiro dá direito a “seguro CDW/LDW”. Nenhum AMEX dá direito, mas vários VISA e Mastercard dão. Como o seguro custa mais de US$20 por dia, é uma boa economia e pode valer a pena fazer “upgrade” do cartão de crédito só por causa disso.
Não compre gasolina no momento do aluguel, deixe para reabastecer antes de devolver o carro E NÃO SE ESQUEÇA DE FAZÊ-LO ou vão te esfolar. Verifique o ponteiro de gasolina antes de sair do estacionamento (tem que estar cheio, reclame se não estiver). Quando abastecer pegue o recibo do posto, pois às vezes o pedem, especialmente em locações curtas de um ou dois dias.
Tenha em mente que o atendente da locadora é comissionado no que ele conseguir te empurrar a título de extras, como seguro, upgrade, GPS, seguro, gasolina etc. Ele será muito bonzinho e gentil enquanto enfia a mão no seu bolso.
Dirigindo
Existem algumas diferenças:
• Os carros de aluguel têm sempre transmissão automática (a não ser o carro esporte do filme “Pretty Woman”);
• Na maioria dos estados (Washington incluído), você pode virar à direita no sinal vermelho a partir da pista da direita (lógico que outros carros e pedestres continuam com a preferência);
• As placas “STOP” significam “PARE” e não “dê a preferência”; você deve realmente imobilizar o carro ou chegar muito perto disso;
• Alguns cruzamentos, por exemplo, dentro do campus da Microsoft, possuem placas de “Pare” em todas as direções (“4-way”). A regra é a seguinte: vai um carro de cada pista de cada vez. Quem chega primeiro tem a preferência. Caso os dois cheguem ao mesmo tempo, o cara da direita tem a preferência. Se um sinal de trânsito pifar, vale esta regra. Se os quatro carros chegarem exatamente ao mesmo tempo, acontece o que foi mostrado no filme “LA Story” com Steve Martin;
• Virar à esquerda é quase sempre permitido. Em locais com sinal, mas sem tempo de sinal específico para conversão, você anda até um pouco antes do o meio do cruzamento quando o sinal estiver verde para você. Quando o sinal mudar, você vira à esquerda. Até três carros podem fazer isso de cada vez;
• Dê a preferência para quem estiver entrando na estrada;
• Se a estrada estreitar, entra um carro de cada pista de cada vez.
Bagagem
Até uns anos atrás, o limite das companhias aéreas Americanas era uniforme em duas malas despachadas de 70 libras (32 kg) cada uma. Recentemente, as empresas aéreas reduziram este limite de forma variada, mas duas malas de 50 lb (23 kg) é o limite típico atualmente.
No entanto, A ANAC obriga que vôos de e para o Brasil tenham um limite de duas malas despachadas de 70 lb cada, mesmo em trechos domésticos do mesmo bilhete. Pode ser que o atendente de Seattle – de onde não saem vôos diretos para o Brasil - não saiba disso. Recomendo levar um “print screen” da política, disponível no site da empresa:
Continental Airlines: https://www.continental.com/web/en-US/content/travel/baggage/check.aspx;
American Airlines: http://www.aa.com/aa/i18nForward.do?p=/travelInformation/baggage/baggageAllowance.jsp&anchorEvent=false.
United Airlines: http://www.united.com/page/article/0,6722,51146,00.html
Delta Airlines: http://www.delta.com/traveling_checkin/baggage/baggage_allowance/index.jsp#checked
Note que em todos os sites acima existem avisos específicos sobre o Brasil.
Caso te obriguem a pagar excesso, pague e anote que você explicou que o limite para o Brasil é maior e que você está pagando sobre protesto. Não se esqueça de mostrar que você anotou o nome do atendente. Isso vai deixá-lo com a pulga atrás da orelha e pode ser que ele investigue melhor por causa disso. Peça reembolso quando chegar no Brasil.
Observe que acima de 70lb por peça você tem que pagar uma taxa fixa que costuma ser de US$100 por peça. Distribua o peso para que isso não aconteça. Evidentemente, é importante usar duas malas grandes e não um monte de malinhas pequenas, pois aí você vai pagar taxa adicional por quantidade, não por peso. Você pode levar também uma mala de mão de até 40 lb (18 kg - isso é bastante) e mais o notebook.
Evidentemente, vejas as restrições crescentes sobre itens em bagagem de mão nos sites das empresas aéreas. Hoje em dia é proibido levar até água.
Microsoft
A Microsoft fica em um “campus”, no sentido que é parecido com o campus de uma universidade Americana. Ficou na mesma? É assim: são dezenas de prédios sem uma cerca ao redor de tudo, muito pelo contrário: as ruas entre os prédios pertencem à cidade e são abertas ao público. Os prédios a leste da estrada 520 formam um bloco mais coeso, os a oeste são “soltos” e intercalados por prédios de outras empresas, que estão sendo lentamente absorvidos.
Os prédios são baixos, em geral com dois andares de altura em um estilo moderno, “limpo” nas cores creme/cimento com janelas em vidro verde e sem adereços, nem mesmo uma grande placa com o nome Microsoft. Isso cria uma grande dificuldade para os visitantes: é impossível tirar uma foto “em frente à Microsoft”.
Para tirar fotos existem basicamente as seguintes opções:
· Tirar a foto ao lado de uma placa de vaga de visitante em algum estacionamento;
· Tirar a foto em alguns dos poucos sinais “Microsoft” de tamanho significativo distribuídos pelo campus. Um destes sinais fica na esquina das ruas 156 com 40 em uma pequena praça.
Outra foto boa é ao lado de um fragmento do Muro de Berlim existente dentro do prédio 33, o centro de convenções.
Telefone Útil
1-800-555-1212: É um número gratuito de assistência à lista para números gratuitos como hotéis, locadoras de carros e companhias aéreas. Você chama de qualquer telefone público sem moedas.
Ligando para o Brasil
Nem sonhe em ligar direto do telefone do hotel: custa uma verdadeira fortuna.
O melhor mesmo é o Skype a partir do micro, a €$0,021 por minuto para São Paulo, mais €$0,039 por ligação. Você deve abrir uma conta e depositar dinheiro (mínimo €$10,00) através de cartão de crédito.
Para ligar de telefone fixo existem vários cartões de discagem, disponíveis por toda à parte. A Embratel tem alguns números nos EUA, como por exemplo, 1-800 344-1055 e planos de ligação à cobrar.
Os hotéis chiques (como os que a Microsoft vai nos pagar) cobram uma taxa de mais ou menos US$2.50 por cada ligação local feita do quarto, mesmo para números gratuitos e mesmo que a ligação final para o Brasil não seja completada. Os telefones públicos da recepção do próprio hotel não sofrem desta restrição.
Notas sobre comportamento
Cuidado com brincadeiras: não diga que tem uma bomba na sua mala ou que a nota de US$100 novinha que você está passando foi impressa na sua casa. Mesmo sabendo que não é verdade, os funcionários do outro lado do balcão são obrigados a tomar providências, até porque você pode ser um “auditor” disfarçado que o está testando. As chances de ir preso nestes casos são bastante reais e ninguém terá a menor pena de você.
Como em qualquer lugar do mundo, é comum funcionários de hotel, locadoras, companhias aéreas e similares tentarem tirar vantagem de estrangeiros que não conhecem bem a cultura e não falam bem inglês. Em confrontos, não adianta gritar e dizer que vai chamar o Presidente, o Embaixador ou o Papa. Seja calmo, firme e tente encontrar algum “erro” – mesmo que pequeno - da outra parte e apegue-se a ele.
Lembre-se: não existe “camaradagem”, não faz parte da cultura local.